terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ainda querem que a torcida compareça?


Com o São Paulo perto do hexa do Campeonato Brasileiro, aumentam as pressões, tanto da imprensa, quanto do elenco e do técnico, para que a torcida vá ao estádio. A torcida compareceu esse domingo no lindo jogo contra o Internacional, mais de 54 mil (desconfio do cálculo, mas depois explico). A festa devia ter sido perfeita, se não fosse a maneira que tratam os torcedores, parece até que nós precisamos do clube, e não o contrário.


O fato é que eu estava com o ingresso da arquibancada vermelha, mas, chegando lá no portão o que encontrei foi tumulto e confusão: as catracas haviam quebrado, quem conferia os ingressos eram funcuionários, algo completamente amador, pois fica muito difícil reconhecer um ingresso falso dessa forma. No final, sem dar explicações, trancaram a entrada da arquibancada vermelha, e todos que estavam naquele portão foram para a amarela (que fica atrás do gol, o que é muito pior, na minha opinião). Como o jogo estava começando, ninguém reclamou, óbvio, mas, o mínimo, era nos colocarem em outro setor da vermelha, já que, quando entrei no estádio, percebi que a arquibancada vermelha estava lotada. Ou seja, a BWA é uma empresa horrível que não consegue administrar os ingressos.


Em outras ocasiões, a dificuldade era comprar meia entrada ou achar um ponto de venda que fechasse depois das 4 da tarde, ou algum mais acessível. O estudante que quer ir ao estádio com meia entrada tem que estar presente na hora da compra, no entanto, não precisa apresentar nada quando entra no estádio. Acho que todos souberam do escândalo da falsificação de ingressos que aconteceu com esta mesma empresa.


Que política é essa? Ingresso fácil? Como uma copa nesse estádio?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Qualidade de vida?


Eu sempre morei em uma cidade do interior, São Carlos. Por isso, nada é mais comum por aqui do que o "êxodo rural", as pessoas vão pra capital estudar, trabalhar ou por qualquer outro problema de [falta de] equipamento urbano.


Hoje eu fui comer um bauru com a minha família em um lugar escondidinho (um quintal de uma casa, onde o dono faz um bauru como ninguém, segundo opiniões do pessoal que freqüenta) e na mesa ao lado tinha um grupo de amigos. Claro que, sem nada pra fazer, eu fiquei ouvindo a conversa, e um dos caras disse "ah, acho que alguém fez a cabeça do fulano, ele tava resolvido a ir pra São Paulo", ai outro respondeu "ah, mas ele tá certo de ficar, vai trocar ibaté [cidadezinha mínima colada com São Carlos] por São Paulo?" ai uma mulher " É, e a qualidade de vida, né? Aqui dá até pra fazer pique-nique(?) na praça".


Primeiro: eu apostaria meu lanche (hehe) que essa mulher nunca faz pique-nique na praça, e que eles nunca moraram em São Paulo. Segundo: o que é qualidade de vida pra você?


Eu vivo muito mais feliz hoje, morando em São Paulo e vindo em finais de semana para São Carlos, e , com certeza, minha vida tem mais qualidade hoje! Não é nada pessoal, Carlinhos, eu adoro minha terrinha natal, mas gosto muito de São Paulo, e realmente acho que a cidade tem muito mais a oferecer!


Qualidade de vida pra mim é poder ter acesso a um universo cultural enorme, poder estudar na maior universidade do país, poder ir aos melhores shows, poder assistir aos jogos do meu amado time, e ter todas as opções de consumo, de especialistas em saúde e outras áreas. Morar em São Paulo é andar na Av. Paulista, ir ao Teatro Municipal, à Sala São Paulo, atravessar o viaduto do chá, andar de metrô, é acompanhar a mostra internacional de cinema, é abraçar a mochila enquanto caminha no centro velho olhando pra cima de tanto encantamento. Se eu quiser um pouco de verde, vou ao ibirapuera, ou até mesmo à USP. Quer coisa mais calma do que São Paulo de domingo?


Eu não quero tanta tranqüilidade assim, Ibaté é um tédio!


Que preconceito com São Paulo! Acho que não preciso ressaltar a importância da capital pro interior, né?



Obs: São Carlos tem tanta importância pra mim quanto São Paulo [e vice-versa...huhu]

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eles têm pai, eu tenho um ventilador


Eu nunca tive pai, pelo menos na minha opinião. Minha mãe diria que eu tive até os 10 anos, minha avó, que eu tive um substituto. A verdade é que meu pai esteve presente enquanto eu era um bebê, e nessa época esteve presente mesmo, pelo que conta minha mãe, já que ele não deixava que me colocassem meia, não admitia barulho perto do meu quarto, e coisas desse tipo. Claro que foi muito importante esse cuidado nos meus primeiros anos de vida, mas eu não lembro de nada disso, então não reconheço o meu período com pai.



Depois disso meus pais se separaram, e a distância do meu pai aumentou, claro! Ele me buscava em alguns finais de semana com seu fusquinha azul e comprava presentes ou me levava na casa do meu tio rico pra andar de Jet-Ski(?). Ele tentava uma aproximação, era super carinhoso, eu evitava chamá-lo, porque sabia que meu dever era amá-lo e chamá-lo de pai, mas não conseguia pronunciar essa palavra.




Até que ele teve um derrame, e ficou na cadeira de rodas, e pior: meu tio rico o colocou num asilo. O lugar era agradável, cheio de árvores, mas não se adequava ao estilo de vida dele, que sempre gostou de festas e muita farra. Eu ia visitá-lo, com um sentimento de pena e com muita hesitação, já que intimidade nunca estivemos perto de ter.




Ele teve o segundo derrame e morreu. Eu chorei muito no velório, e me surpreendi com isso na época. Hoje sei que eu sentia muito carinho por ele, mas um carinho muito superficial.




Enfim, muito antes de ele morrer minha mãe arrumou um outro homem, com quem ela teve meus dois irmãos. O clima com meu padrasto sempre foi de guerra. Esse ano, como fui morar em outra cidade, a gente conseguiu coexistir! Meu tio Luiz, que é também meu padrinho já foi uma figura paterna presente, que dançou valsa comigo nas minhas formaturas e no meu aniversário de 15 anos. Sempre senti falta dessa figura paterna, pelo menos pra me incentivar no futebol, que minha mãe não me deixava jogar ("é coisa de menino").




No lugar do meu pai, tenho hoje um ventilador que ficou entre as lembranças que busquei na casa em que ele morava. Esses dias o calor está infernal aqui em São Carlos, e não sei por qual motivo só tem esse ventilador na casa. Meus irmãos queriam, mas eu disse que era minha herança! Resta saber o que é mais valioso...o pai deles ou meu ventilador?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Você espera por dois anos o lançamento de um disco, o 5° disco, e quando acha que começará a pré-venda, vem a notícia de que não haverá mais disco, nem banda.
Depois de enterrada a banda, com devidas despedidas (shows, cd, dvd), você recebe um disco, não menos esperado, de um dos integrantes da banda, e tem a mesma sensação de quando ouviu sentimental pela primeira vez, a sensação de que está conhecendo algo novo e que gostará muito.
Marcelo Camelo é ele no cd "sou", sou eu no cd "sou", somos nós.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

"O que importa é o que te quebra em duas cidades"

Eu sou uma dividida, isso sim!
Carlos ou Paulo? O Carlos é bem tranqüilo, já o Paulo é hiperativo e sempre teve problemas com isso, desde a infância. Além disso, ele é empresário, enquanto que o Carlos é fazendeiro.
Eu adoro passar os dias de semana com o Paulo, mas não dispenso um final de semana bem sossegado com o Carlos.
O pior é que os dois se conhecem, negociam matéria-prima e tecnologia.
O difícil é aguentar os problemas respiratórios do Paulo: ele ronca a noite toda! E ainda chega estressado em casa todo dia.
Já o maior defeito do Carlos é que ele não se anima em fazer nada, só gosta de cinema se for dublado, e não aguenta duas horas de filme sem um intervalinho.
Enquanto não me decido, fico com os dois! Mais com o Paulo, mas isso é de menos, o Carlos nem se importa se eu fico duas semanas sem visitá-lo!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Viva nossos milionários!


"Em um ano, o Brasil elevou o seu número de milionários em 60 mil, passando de 130 mil em 2006 para 190 mil no ano passado, de acordo com dados do BCG. A fortuna desses milionários está estimada em aproximadamente US$ 675 bilhões, o que equivale a cerca de metade do PIB brasileiro. São classificados como milionários aqueles com mais de US$ 1 milhão aplicado no mercado financeiro." (Folha de S. Paulo de hoje)

Bom, a manchete e o trecho acima dispensam comentários. O pior é saber que, enquanto uns ganham dinheiro explorando outros ou sem fazer nada (bolsas de valores), a maioria vive no sufoco, muitas vezes sem água e sem comida.Mas acho que tudo que estou falando é lugar-comum, com certeza já sabem disso, a intenção era mostrar os dados, que ratificam a desigualdade social no nosso país.

E ai, Tucanos? E ai, Petistas? Vamos continuar com a política econômica! Viva nossos milionários! Eles sim, né! Ah, eles merecem, são eles que trabalham nesse país!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Cadê nossa privacidade?


Quando levantei hoje de manhã, tive uma sensação estranha, não sabia o por quê, mas algo estava diferente no meu quarto. Fui perceber que eram as paredes. Pois é, elas tinham sumido. Tudo continuava no seu exato lugar, inclusive os quadros, mas as paredes pareciam ter evaporado.

Sai em direção a sala, passei pelo corredor, cozinha, banheiro, pelos outros quartos,e me dei conta: todas as paredes tinham sumido. Agora, podia ver, perfeitamente, meu vizinho acenando de dentro da casa dele.

Estava ansiosa para ver o que havia acontecido no bairro, na cidade, no estado, no país, ou no planeta. Me arrumei e sai pelas ruas. Os automóveis estavam diferentes, também tinham perdido as suas "paredes".

Não pude deixar de ir até o centro da cidade, e batata: todos os imóveis sem parede. E até a prefeitura estava "ao ar livre"!

Sentei um pouco para assistir aos gestos dos vereadores, e achei que aquela deveria ser a tal transparência política, sendo assim, conseguimos algo bom. Mas, e minha privacidade?

Ah! Talvez eu fizesse de tudo para ter de volta aquele ano de 2008, aquele era tempo bom, onde a invasão da privacidade só acontecia mesmo com aqueles que estavam dispostos.
IMAGEM: auto-explicativa

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Vácuo


Hoje de manhã, como não tinha nada para fazer e estava na minha avó, assisti àquele programa saia justa da gnt onde as mulheres discutem algum assunto. No meio do programa alguém citou a questão do andar vazio que terá a bienal desse ano. A citação deu origem a uma discussão sobre os espaços livres nas nossas vidas, a importância deles, e as diversas formas que eles podem assumir. Sendo assim, comecei a pensar nas lacunas que nossas vidas têm, e na importância de aproveitá-las. Por sinal, o nome do blog sugere que ele seja uma maneira de preencher essas lacunas. Agora, resta saber se elas devem ser preenchidas, e até onde elas podem ser produtivas.

Normalmente, quando estão relacionados ao tempo, os espaços vazios (aquele tempo livre ou no meio da tarde, ou a noite, não sei) são relacionados ao tédio, principalmente hoje em dia. Quem se preocupa em andar com o livro a tira-colo? Vai que ele preenche algum espaço de tempo no dia!Ou então, quantas vezes esse tempo é usado para uma reflexão? Sei lá. Pense no que você fez de bom para a humanidade. Depois, no que você já fez de mal pra ela. Com certeza as coisas ruins não aparecerão. Então, pense em tudo que já fez pensando apenas em você. É, o coletivo está sendo deixado para trás.

Hoje mesmo, eu fui ao clube de manhã. É, aquele que tem uma catraca e um porteiro, onde só entram os que podem pagar e, ainda por cima, têm de ser aceitos. Ao menos espalho a senha que libera a catraca, e meu irmão entra desse jeito, já que em casa, só eu sou sócia: dependente da minha tia.

É isso.

Espero ter preenchido algum vácuo da sua vida.


FOTO: o espaço vazio mais freqüente no Brasil

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Semi-férias


Aproveitando minhas semi-férias, resolvi fazer este blog. Explico: ainda tenho provas, mas não as que me interessam.Sendo assim, prometo a você, caro leitor assíduo, que não irei de ocupar com coisas fúteis demais. Ao menos tentarei!

Cumprindo minha promessa, já vou me despedir deste texto compacto(para não ocupar seu tempo com coisas muito fúteis).


[a imagem traduz bem a passagem do período sem férias (desinteressante) para o período das semi-férias (muito mais interessante)]