domingo, 13 de janeiro de 2008

Viva nossos milionários!


"Em um ano, o Brasil elevou o seu número de milionários em 60 mil, passando de 130 mil em 2006 para 190 mil no ano passado, de acordo com dados do BCG. A fortuna desses milionários está estimada em aproximadamente US$ 675 bilhões, o que equivale a cerca de metade do PIB brasileiro. São classificados como milionários aqueles com mais de US$ 1 milhão aplicado no mercado financeiro." (Folha de S. Paulo de hoje)

Bom, a manchete e o trecho acima dispensam comentários. O pior é saber que, enquanto uns ganham dinheiro explorando outros ou sem fazer nada (bolsas de valores), a maioria vive no sufoco, muitas vezes sem água e sem comida.Mas acho que tudo que estou falando é lugar-comum, com certeza já sabem disso, a intenção era mostrar os dados, que ratificam a desigualdade social no nosso país.

E ai, Tucanos? E ai, Petistas? Vamos continuar com a política econômica! Viva nossos milionários! Eles sim, né! Ah, eles merecem, são eles que trabalham nesse país!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Cadê nossa privacidade?


Quando levantei hoje de manhã, tive uma sensação estranha, não sabia o por quê, mas algo estava diferente no meu quarto. Fui perceber que eram as paredes. Pois é, elas tinham sumido. Tudo continuava no seu exato lugar, inclusive os quadros, mas as paredes pareciam ter evaporado.

Sai em direção a sala, passei pelo corredor, cozinha, banheiro, pelos outros quartos,e me dei conta: todas as paredes tinham sumido. Agora, podia ver, perfeitamente, meu vizinho acenando de dentro da casa dele.

Estava ansiosa para ver o que havia acontecido no bairro, na cidade, no estado, no país, ou no planeta. Me arrumei e sai pelas ruas. Os automóveis estavam diferentes, também tinham perdido as suas "paredes".

Não pude deixar de ir até o centro da cidade, e batata: todos os imóveis sem parede. E até a prefeitura estava "ao ar livre"!

Sentei um pouco para assistir aos gestos dos vereadores, e achei que aquela deveria ser a tal transparência política, sendo assim, conseguimos algo bom. Mas, e minha privacidade?

Ah! Talvez eu fizesse de tudo para ter de volta aquele ano de 2008, aquele era tempo bom, onde a invasão da privacidade só acontecia mesmo com aqueles que estavam dispostos.
IMAGEM: auto-explicativa

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Vácuo


Hoje de manhã, como não tinha nada para fazer e estava na minha avó, assisti àquele programa saia justa da gnt onde as mulheres discutem algum assunto. No meio do programa alguém citou a questão do andar vazio que terá a bienal desse ano. A citação deu origem a uma discussão sobre os espaços livres nas nossas vidas, a importância deles, e as diversas formas que eles podem assumir. Sendo assim, comecei a pensar nas lacunas que nossas vidas têm, e na importância de aproveitá-las. Por sinal, o nome do blog sugere que ele seja uma maneira de preencher essas lacunas. Agora, resta saber se elas devem ser preenchidas, e até onde elas podem ser produtivas.

Normalmente, quando estão relacionados ao tempo, os espaços vazios (aquele tempo livre ou no meio da tarde, ou a noite, não sei) são relacionados ao tédio, principalmente hoje em dia. Quem se preocupa em andar com o livro a tira-colo? Vai que ele preenche algum espaço de tempo no dia!Ou então, quantas vezes esse tempo é usado para uma reflexão? Sei lá. Pense no que você fez de bom para a humanidade. Depois, no que você já fez de mal pra ela. Com certeza as coisas ruins não aparecerão. Então, pense em tudo que já fez pensando apenas em você. É, o coletivo está sendo deixado para trás.

Hoje mesmo, eu fui ao clube de manhã. É, aquele que tem uma catraca e um porteiro, onde só entram os que podem pagar e, ainda por cima, têm de ser aceitos. Ao menos espalho a senha que libera a catraca, e meu irmão entra desse jeito, já que em casa, só eu sou sócia: dependente da minha tia.

É isso.

Espero ter preenchido algum vácuo da sua vida.


FOTO: o espaço vazio mais freqüente no Brasil

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Semi-férias


Aproveitando minhas semi-férias, resolvi fazer este blog. Explico: ainda tenho provas, mas não as que me interessam.Sendo assim, prometo a você, caro leitor assíduo, que não irei de ocupar com coisas fúteis demais. Ao menos tentarei!

Cumprindo minha promessa, já vou me despedir deste texto compacto(para não ocupar seu tempo com coisas muito fúteis).


[a imagem traduz bem a passagem do período sem férias (desinteressante) para o período das semi-férias (muito mais interessante)]